Quando eu penso que ja vi e ouvi de tudo, vem alguém e joga uma bomba em cima de mim. Ainda fico indignada quando vejo pessoas querendo mostrar superioridade à outras. Acho que deveria ter me acostumado. Afinal, isso anda tão comum. Mas eu nunca fui do tipo que se acostuma com coisa errada.
Não sei o que se passa na cabeça de uma pessoa que gasta mais do que tem só pra dizer que tem. Pessoas que, às vezes, não tem onde cairem mortas, mas tem o carro da moda, paga isso e compra aquilo só para mostrar o quanto é melhor que fulano e ciclano.
Cansei dessas pessoas que tentam ser o que não são. Que se escondem atrás de máscaras e fantasias para serem aceitos na sociedade. A sociedade que se exploda! Que a opinião e os rótulos dos outros se explodam junto...
Moda é uma coisa que dá e passa. Amanhã, o que você achava tão lindo, pode ser a coisa mais ridícula do mundo. Um exemplo vivo (ou não...): POCHETE! Todos usavam uma pochete grande na cintura e achavam a coisa mais incrível e prática do mundo. Ainda bem que sumiu...
Enfim, o que eu queria dizer é que eu não preciso gastar o que eu tenho e o que eu não tenho simplesmente pra desfilar com ele pela rua. Eu não preciso deixar a minha identidade de lado pra você gostar de mim. Porque um dia a máscara cai, pode ter certeza. E mesmo que você tenha uma casca perfeita, o seu interior pode ser podre. E como já dizia o Charlie Brown Jr... "molduras boas não salvam quadros ruins". #ADIK!
Me espera amor que estou chegando, depois do inverno a vida em cores, me espera amor nossa temporada das flores. (Leoni - Temporada das Flores)
quarta-feira, 28 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Meu coração é verde e branco
Se tem uma pessoa que não tem boas lembranças de jogos do Palmeiras, essa pessoa sou eu. A primeira vez que eu fui ver o Palmeiras jogar foi no Palestra Itália, em um fatídico e traumatizante Palmeiras 2 x 7 Vitória. Com direito à frango meu maior ídolo São Marcos, correria, briga e a torcida gritando que queria o dinheiro de volta. O pior foi olhar pro lado e ver minha prima com as mãos no rosto molhado. Eu chorei.
A segunda vez foi tão importante que eu não lembro nem contra quem foi, e nem qual foi o placar do jogo... Só me lembro que ganhamos. E as duas ultimas foram no Rio de Janeiro, uma no Maracanã (contra o Fluminense) e uma no Engenhão (Botafogo, dãr), e perdemos as duas. Eu já me considerava a torcedora mais pé frio da história, até conhecer o Mick Jagger...
Mas quando meu pai nos comunicou que iríamos passar uma semana inteira em São Paulo, a primeira coisa que eu fiz foi correr pra um site e procurar onde seria o jogo do Palmeiras dessa semana, e eis que surge um contra o Botafogo em plena quinta feira. A expectativa de conhecer o Pacaembu era enorme e eu já tinha avisado que ia nesse jogo de qualquer jeito, nem que tivesse que ir sozinha. Resumindo, consegui convencer meu pai e ainda levei na bagagem meu irmão, meu tio, minha prima mais velha, meu primo mais novo e recém palmeirense, e uma zica de uma mini são paulina, minha prima mais nova.
Quinta feira chegou e parecia que a hora passava lentamente, mas finalmente chegou. Fomos à pé até o Pacaembu e quando eu vi o primeiro torcedor com a camiseta verde atravessando a rua foi um alívio. À medida que o estádio ia se aproximando, várias pessoas vestindo o manto apareciam e a expectativa aumentava. Eu sentia meu priminho apertando a minha mão e vez ou outra ele dava um gritinho: "PALMEIRAS!". Quando descemos a escadaria que dava pra entrada do Pacaembu, meu coração foi na boca. Um mundaréu de gente com as mais diversas camisetas. Eu sabia que aquele tanto de gente não lotaria o estádio, mas pra quem está acostumada a ver meia duzia de gatos pingados nos jogos no Rio de Janeiro...
Entramos tranquilamente e os torcedores não paravam de entrar... Era gente de verde, branco, azul, verde-limão. Camisetas da Fiat, Samsung, Parmalat, Palestra Itália, Mancha Verde, TUP... Eu não conhecia ninguém que estava ali, e ninguém me conhecia também, mas nós conhecíamos (e conhecemos!) o Palmeiras. E estávamos lá pelo mesmo propósito. E nem mesmo aquelas Cheerleaders horrorosas fizeram a minha alegria diminuir.
Logo a bateria da Mancha começou a tocar e não parou mais. O estádio foi lotando, os jogadores foram apresentados e saudados e o jogo começou. O bandeirão passou por cima de nós e os torcedores cantavam. Meu primo pulava, meu irmão xingava e eu cantava.
Gritamos gol duas vezes. Nos abraçamos muito e pulamos também. Aprendi várias músicas e aprendi, também, que não se deve levar uma são paulina em um jogo do Palmeiras, mesmo que ela seja criança e não entenda de futebol, porque o Botafogo conseguiu empatar e meu sonho de ver o Palmeiras ganhar terminou quando o juíz apitou o final do jogo. Os torcedores se revoltaram, mas eu estava tão extasiada e tão feliz por estar ali, que a minha tristeza pelo empate ficou em segundo plano. E a confirmação de que aquele jogo valeu à pena veio mais tarde, dentro do carro, enquanto voltávamos pra casa. Enquanto meu priminho sorria feliz, cantava sozinho: "Ê, Palmeiras minha vida é você!". Fui dormir feliz.
PS: Sei que é um pouco tarde pra falar sobre o jogo de quinta feira, mas só hoje eu tive tempo pra escrever,
A segunda vez foi tão importante que eu não lembro nem contra quem foi, e nem qual foi o placar do jogo... Só me lembro que ganhamos. E as duas ultimas foram no Rio de Janeiro, uma no Maracanã (contra o Fluminense) e uma no Engenhão (Botafogo, dãr), e perdemos as duas. Eu já me considerava a torcedora mais pé frio da história, até conhecer o Mick Jagger...
Mas quando meu pai nos comunicou que iríamos passar uma semana inteira em São Paulo, a primeira coisa que eu fiz foi correr pra um site e procurar onde seria o jogo do Palmeiras dessa semana, e eis que surge um contra o Botafogo em plena quinta feira. A expectativa de conhecer o Pacaembu era enorme e eu já tinha avisado que ia nesse jogo de qualquer jeito, nem que tivesse que ir sozinha. Resumindo, consegui convencer meu pai e ainda levei na bagagem meu irmão, meu tio, minha prima mais velha, meu primo mais novo e recém palmeirense, e uma zica de uma mini são paulina, minha prima mais nova.
Quinta feira chegou e parecia que a hora passava lentamente, mas finalmente chegou. Fomos à pé até o Pacaembu e quando eu vi o primeiro torcedor com a camiseta verde atravessando a rua foi um alívio. À medida que o estádio ia se aproximando, várias pessoas vestindo o manto apareciam e a expectativa aumentava. Eu sentia meu priminho apertando a minha mão e vez ou outra ele dava um gritinho: "PALMEIRAS!". Quando descemos a escadaria que dava pra entrada do Pacaembu, meu coração foi na boca. Um mundaréu de gente com as mais diversas camisetas. Eu sabia que aquele tanto de gente não lotaria o estádio, mas pra quem está acostumada a ver meia duzia de gatos pingados nos jogos no Rio de Janeiro...
Entramos tranquilamente e os torcedores não paravam de entrar... Era gente de verde, branco, azul, verde-limão. Camisetas da Fiat, Samsung, Parmalat, Palestra Itália, Mancha Verde, TUP... Eu não conhecia ninguém que estava ali, e ninguém me conhecia também, mas nós conhecíamos (e conhecemos!) o Palmeiras. E estávamos lá pelo mesmo propósito. E nem mesmo aquelas Cheerleaders horrorosas fizeram a minha alegria diminuir.
Logo a bateria da Mancha começou a tocar e não parou mais. O estádio foi lotando, os jogadores foram apresentados e saudados e o jogo começou. O bandeirão passou por cima de nós e os torcedores cantavam. Meu primo pulava, meu irmão xingava e eu cantava.
Gritamos gol duas vezes. Nos abraçamos muito e pulamos também. Aprendi várias músicas e aprendi, também, que não se deve levar uma são paulina em um jogo do Palmeiras, mesmo que ela seja criança e não entenda de futebol, porque o Botafogo conseguiu empatar e meu sonho de ver o Palmeiras ganhar terminou quando o juíz apitou o final do jogo. Os torcedores se revoltaram, mas eu estava tão extasiada e tão feliz por estar ali, que a minha tristeza pelo empate ficou em segundo plano. E a confirmação de que aquele jogo valeu à pena veio mais tarde, dentro do carro, enquanto voltávamos pra casa. Enquanto meu priminho sorria feliz, cantava sozinho: "Ê, Palmeiras minha vida é você!". Fui dormir feliz.
PS: Sei que é um pouco tarde pra falar sobre o jogo de quinta feira, mas só hoje eu tive tempo pra escrever,
domingo, 11 de julho de 2010
Acabou
É, finalmente a Copa chegou ao fim e com um título inédito. A Espanha, pela primeira vez, é campeã do mundo. Mas pra mim, a verdadeira campeã foi a zebra.
O Brasil não chegou entre os quatro e a Argentina tomou de quatro. O Uruguai ficou entre os melhores e a Alemanha, com seu futebol espetacular, decepcionou nas semi-finais. A França e a Itália deram adeus na primeira fase. E, quem realmente chamou a atenção, foram as vuvuzelas. Numa Copa com tantas estrelas, a principal noticia era o pé frio do Mick Jagger. Sem contar com o polvo vidente, que acertou mais uma vez... O Messi e o Kaká foram embora sem fazer se quer um gol e Suarez virou herói quando resolveu jogar vôlei e tirou um gol feito, de Gana, garantindo a classificação do Uruguai.
Falando em gol, a zebra era solta, principalmente, nas cobranças de pênalti. Acho que todos fizeram umas aulinhas com o Robert, porque não é possível!
E, achando que estava assistindo ao jogo do futebol, vi mais boxe e luta livre do que não sei o quê. Se o Zidane assistiu à essa Copa, deve ter percebido que a sua cabeçada em 2006 foi de iniciante... "Que mané cabeçada. O negócio é dar chute no peito!"
Mas agora eu me pergunto... O que vão fazer com todos os mega-estádios que foram construídos? O que vão fazer com o dinheiro arrecadado? Vão reformar as escolas estão que caindo aos pedaços?
E, enquanto não me respondem à essas perguntas, espero ansiosamente pelo Brasileirão, pela volta do Felipão e pela chegada do "El Magão". Porque esse ano é nosso! Avanti Palestra!
O Brasil não chegou entre os quatro e a Argentina tomou de quatro. O Uruguai ficou entre os melhores e a Alemanha, com seu futebol espetacular, decepcionou nas semi-finais. A França e a Itália deram adeus na primeira fase. E, quem realmente chamou a atenção, foram as vuvuzelas. Numa Copa com tantas estrelas, a principal noticia era o pé frio do Mick Jagger. Sem contar com o polvo vidente, que acertou mais uma vez... O Messi e o Kaká foram embora sem fazer se quer um gol e Suarez virou herói quando resolveu jogar vôlei e tirou um gol feito, de Gana, garantindo a classificação do Uruguai.
Falando em gol, a zebra era solta, principalmente, nas cobranças de pênalti. Acho que todos fizeram umas aulinhas com o Robert, porque não é possível!
E, achando que estava assistindo ao jogo do futebol, vi mais boxe e luta livre do que não sei o quê. Se o Zidane assistiu à essa Copa, deve ter percebido que a sua cabeçada em 2006 foi de iniciante... "Que mané cabeçada. O negócio é dar chute no peito!"
Mas agora eu me pergunto... O que vão fazer com todos os mega-estádios que foram construídos? O que vão fazer com o dinheiro arrecadado? Vão reformar as escolas estão que caindo aos pedaços?
E, enquanto não me respondem à essas perguntas, espero ansiosamente pelo Brasileirão, pela volta do Felipão e pela chegada do "El Magão". Porque esse ano é nosso! Avanti Palestra!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Quem realmente sou
E eu precisei que alguém me fizesse voltar no tempo pra perceber o quanto algumas pessoas gostam de mim. Eu precisei chorar muito, me inferiorizar muito pra admitir pra mim mesma que eu posso fazer o que eu quiser e que eu sou boa no que faço. Pra perceber que, apesar de ser como todos os outros, eu sou única. E mesmo que eu não signifique nada pra você, em algum lugar do mundo, um dia, vou significar para alguém.
Precisei passar por todo esse pessimismo pra desistir de tentar ser melhor em tudo e acabar decepcionando alguém. Acabar me decepcionando, por não conseguir. Eu preciso ser melhor que eu mesma. A cada dia aprender a melhorar. E aprender que hoje o tempo pode estar nublado e até com nuvens pretas, mas amanhã é um novo dia e mais cedo ou mais tarde o sol vai ter que aparecer.
E é tão estranho pra mim mesma pensar nessas coisas, é tão estranho abrir os olhos do nada e enxergar toda a claridade que eu estava perdendo enquanto me mantinha no escuro... Sei que vou me acostumar com a luz e com todas essas novidades, e a verdade é que, mesmo com toda essa mudança repentina, fazia tempo que eu não me sentia tão... eu!
Precisei passar por todo esse pessimismo pra desistir de tentar ser melhor em tudo e acabar decepcionando alguém. Acabar me decepcionando, por não conseguir. Eu preciso ser melhor que eu mesma. A cada dia aprender a melhorar. E aprender que hoje o tempo pode estar nublado e até com nuvens pretas, mas amanhã é um novo dia e mais cedo ou mais tarde o sol vai ter que aparecer.
E é tão estranho pra mim mesma pensar nessas coisas, é tão estranho abrir os olhos do nada e enxergar toda a claridade que eu estava perdendo enquanto me mantinha no escuro... Sei que vou me acostumar com a luz e com todas essas novidades, e a verdade é que, mesmo com toda essa mudança repentina, fazia tempo que eu não me sentia tão... eu!
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