domingo, 25 de julho de 2010

Meu coração é verde e branco

Se tem uma pessoa que não tem boas lembranças de jogos do Palmeiras, essa pessoa sou eu. A primeira vez que eu fui ver o Palmeiras jogar foi no Palestra Itália, em um fatídico e traumatizante Palmeiras 2 x 7 Vitória. Com direito à frango meu maior ídolo São Marcos, correria, briga e a torcida gritando que queria o dinheiro de volta. O pior foi olhar pro lado e ver minha prima com as mãos no rosto molhado. Eu chorei.
A segunda vez foi tão importante que eu não lembro nem contra quem foi, e nem qual foi o placar do jogo... Só me lembro que ganhamos. E as duas ultimas foram no Rio de Janeiro, uma no Maracanã (contra o Fluminense) e uma no Engenhão (Botafogo, dãr), e perdemos as duas. Eu já me considerava a torcedora mais pé frio da história, até conhecer o Mick Jagger...
Mas quando meu pai nos comunicou que iríamos passar uma semana inteira em São Paulo, a primeira coisa que eu fiz foi correr pra um site e procurar onde seria o jogo do Palmeiras dessa semana, e eis que surge um contra o Botafogo em plena quinta feira. A expectativa de conhecer o Pacaembu era enorme e eu já tinha avisado que ia nesse jogo de qualquer jeito, nem que tivesse que ir sozinha. Resumindo, consegui convencer meu pai e ainda levei na bagagem meu irmão, meu tio, minha prima mais velha, meu primo mais novo e recém palmeirense, e uma zica de uma mini são paulina, minha prima mais nova.
Quinta feira chegou e parecia que a hora passava lentamente, mas finalmente chegou. Fomos à pé até o Pacaembu e quando eu vi o primeiro torcedor com a camiseta verde atravessando a rua foi um alívio. À medida que o estádio ia se aproximando, várias pessoas vestindo o manto apareciam e a expectativa aumentava. Eu sentia meu priminho apertando a minha mão e vez ou outra ele dava um gritinho: "PALMEIRAS!". Quando descemos a escadaria que dava pra entrada do Pacaembu, meu coração foi na boca. Um mundaréu de gente com as mais diversas camisetas. Eu sabia que aquele tanto de gente não lotaria o estádio, mas pra quem está acostumada a ver meia duzia de gatos pingados nos jogos no Rio de Janeiro...
Entramos tranquilamente e os torcedores não paravam de entrar... Era gente de verde, branco, azul, verde-limão. Camisetas da Fiat, Samsung, Parmalat, Palestra Itália, Mancha Verde, TUP... Eu não conhecia ninguém que estava ali, e ninguém me conhecia também, mas nós conhecíamos (e conhecemos!) o Palmeiras. E estávamos lá pelo mesmo propósito. E nem mesmo aquelas Cheerleaders horrorosas fizeram a minha alegria diminuir.
Logo a bateria da Mancha começou a tocar e não parou mais. O estádio foi lotando, os jogadores foram apresentados e saudados e o jogo começou. O bandeirão passou por cima de nós e os torcedores cantavam. Meu primo pulava, meu irmão xingava e eu cantava.
Gritamos gol duas vezes. Nos abraçamos muito e pulamos também. Aprendi várias músicas e aprendi, também, que não se deve levar uma são paulina em um jogo do Palmeiras, mesmo que ela seja criança e não entenda de futebol, porque o Botafogo conseguiu empatar e meu sonho de ver o Palmeiras ganhar terminou quando o juíz apitou o final do jogo. Os torcedores se revoltaram, mas eu estava tão extasiada e tão feliz por estar ali, que a minha tristeza pelo empate ficou em segundo plano. E a confirmação de que aquele jogo valeu à pena veio mais tarde, dentro do carro, enquanto voltávamos pra casa. Enquanto meu priminho sorria feliz, cantava sozinho: "Ê, Palmeiras minha vida é você!". Fui dormir feliz.

PS: Sei que é um pouco tarde pra falar sobre o jogo de quinta feira, mas só hoje eu tive tempo pra escrever,


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