quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Devotos de São Marcos

Há 37 anos nascia o maior ídolo nacional. Eu queria escrever um texto que conseguisse demonstrar o tamanho do orgulho que sinto por ter ele no meu time. Queria escrever um texto a altura do nosso Santo, mas isso é impossível. Só imagens podem mostrar tudo o que ele fez pelo nosso time E pelo país, afinal, foi pentacampeão brasileiro.
Eu, sinceramente, não me importo com o Rogério Ceni, Julio César, Felipe, Bruno e outros milhares de goleiros que existem. Pra mim nunca vai existir alguém mais humilde, mais simpático, mais guerreiro, mais batalhador, mais fiel, mais SANTO que o NOSSO santo.
#ParabénsSãoMarcos pelo seu dia. Você merece tudo de melhor, hoje e sempre!

Vídeo que encontrei no Youtube homenageando São Marcos. Não é meu.

http://www.youtube.com/watch?v=C2FCIypkOdE

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Fútil e desnecessário

Quando eu penso que ja vi e ouvi de tudo, vem alguém e joga uma bomba em cima de mim. Ainda fico indignada quando vejo pessoas querendo mostrar superioridade à outras. Acho que deveria ter me acostumado. Afinal, isso anda tão comum. Mas eu nunca fui do tipo que se acostuma com coisa errada.
Não sei o que se passa na cabeça de uma pessoa que gasta mais do que tem só pra dizer que tem. Pessoas que, às vezes, não tem onde cairem mortas, mas tem o carro da moda, paga isso e compra aquilo só para mostrar o quanto é melhor que fulano e ciclano.
Cansei dessas pessoas que tentam ser o que não são. Que se escondem atrás de máscaras e fantasias para serem aceitos na sociedade. A sociedade que se exploda! Que a opinião e os rótulos dos outros se explodam junto...
Moda é uma coisa que dá e passa. Amanhã, o que você achava tão lindo, pode ser a coisa mais ridícula do mundo. Um exemplo vivo (ou não...): POCHETE! Todos usavam uma pochete grande na cintura e achavam a coisa mais incrível e prática do mundo. Ainda bem que sumiu...
Enfim, o que eu queria dizer é que eu não preciso gastar o que eu tenho e o que eu não tenho simplesmente pra desfilar com ele pela rua. Eu não preciso deixar a minha identidade de lado pra você gostar de mim. Porque um dia a máscara cai, pode ter certeza. E mesmo que você tenha uma casca perfeita, o seu interior pode ser podre. E como já dizia o Charlie Brown Jr... "molduras boas não salvam quadros ruins". #ADIK!

domingo, 25 de julho de 2010

Meu coração é verde e branco

Se tem uma pessoa que não tem boas lembranças de jogos do Palmeiras, essa pessoa sou eu. A primeira vez que eu fui ver o Palmeiras jogar foi no Palestra Itália, em um fatídico e traumatizante Palmeiras 2 x 7 Vitória. Com direito à frango meu maior ídolo São Marcos, correria, briga e a torcida gritando que queria o dinheiro de volta. O pior foi olhar pro lado e ver minha prima com as mãos no rosto molhado. Eu chorei.
A segunda vez foi tão importante que eu não lembro nem contra quem foi, e nem qual foi o placar do jogo... Só me lembro que ganhamos. E as duas ultimas foram no Rio de Janeiro, uma no Maracanã (contra o Fluminense) e uma no Engenhão (Botafogo, dãr), e perdemos as duas. Eu já me considerava a torcedora mais pé frio da história, até conhecer o Mick Jagger...
Mas quando meu pai nos comunicou que iríamos passar uma semana inteira em São Paulo, a primeira coisa que eu fiz foi correr pra um site e procurar onde seria o jogo do Palmeiras dessa semana, e eis que surge um contra o Botafogo em plena quinta feira. A expectativa de conhecer o Pacaembu era enorme e eu já tinha avisado que ia nesse jogo de qualquer jeito, nem que tivesse que ir sozinha. Resumindo, consegui convencer meu pai e ainda levei na bagagem meu irmão, meu tio, minha prima mais velha, meu primo mais novo e recém palmeirense, e uma zica de uma mini são paulina, minha prima mais nova.
Quinta feira chegou e parecia que a hora passava lentamente, mas finalmente chegou. Fomos à pé até o Pacaembu e quando eu vi o primeiro torcedor com a camiseta verde atravessando a rua foi um alívio. À medida que o estádio ia se aproximando, várias pessoas vestindo o manto apareciam e a expectativa aumentava. Eu sentia meu priminho apertando a minha mão e vez ou outra ele dava um gritinho: "PALMEIRAS!". Quando descemos a escadaria que dava pra entrada do Pacaembu, meu coração foi na boca. Um mundaréu de gente com as mais diversas camisetas. Eu sabia que aquele tanto de gente não lotaria o estádio, mas pra quem está acostumada a ver meia duzia de gatos pingados nos jogos no Rio de Janeiro...
Entramos tranquilamente e os torcedores não paravam de entrar... Era gente de verde, branco, azul, verde-limão. Camisetas da Fiat, Samsung, Parmalat, Palestra Itália, Mancha Verde, TUP... Eu não conhecia ninguém que estava ali, e ninguém me conhecia também, mas nós conhecíamos (e conhecemos!) o Palmeiras. E estávamos lá pelo mesmo propósito. E nem mesmo aquelas Cheerleaders horrorosas fizeram a minha alegria diminuir.
Logo a bateria da Mancha começou a tocar e não parou mais. O estádio foi lotando, os jogadores foram apresentados e saudados e o jogo começou. O bandeirão passou por cima de nós e os torcedores cantavam. Meu primo pulava, meu irmão xingava e eu cantava.
Gritamos gol duas vezes. Nos abraçamos muito e pulamos também. Aprendi várias músicas e aprendi, também, que não se deve levar uma são paulina em um jogo do Palmeiras, mesmo que ela seja criança e não entenda de futebol, porque o Botafogo conseguiu empatar e meu sonho de ver o Palmeiras ganhar terminou quando o juíz apitou o final do jogo. Os torcedores se revoltaram, mas eu estava tão extasiada e tão feliz por estar ali, que a minha tristeza pelo empate ficou em segundo plano. E a confirmação de que aquele jogo valeu à pena veio mais tarde, dentro do carro, enquanto voltávamos pra casa. Enquanto meu priminho sorria feliz, cantava sozinho: "Ê, Palmeiras minha vida é você!". Fui dormir feliz.

PS: Sei que é um pouco tarde pra falar sobre o jogo de quinta feira, mas só hoje eu tive tempo pra escrever,


domingo, 11 de julho de 2010

Acabou

É, finalmente a Copa chegou ao fim e com um título inédito. A Espanha, pela primeira vez, é campeã do mundo. Mas pra mim, a verdadeira campeã foi a zebra.
O Brasil não chegou entre os quatro e a Argentina tomou de quatro. O Uruguai ficou entre os melhores e a Alemanha, com seu futebol espetacular, decepcionou nas semi-finais. A França e a Itália deram adeus na primeira fase. E, quem realmente chamou a atenção, foram as vuvuzelas. Numa Copa com tantas estrelas, a principal noticia era o pé frio do Mick Jagger. Sem contar com o polvo vidente, que acertou mais uma vez... O Messi e o Kaká foram embora sem fazer se quer um gol e Suarez virou herói quando resolveu jogar vôlei e tirou um gol feito, de Gana, garantindo a classificação do Uruguai.
Falando em gol, a zebra era solta, principalmente, nas cobranças de pênalti. Acho que todos fizeram umas aulinhas com o Robert, porque não é possível!
E, achando que estava assistindo ao jogo do futebol, vi mais boxe e luta livre do que não sei o quê. Se o Zidane assistiu à essa Copa, deve ter percebido que a sua cabeçada em 2006 foi de iniciante... "Que mané cabeçada. O negócio é dar chute no peito!"
Mas agora eu me pergunto... O que vão fazer com todos os mega-estádios que foram construídos? O que vão fazer com o dinheiro arrecadado? Vão reformar as escolas estão que caindo aos pedaços?
E, enquanto não me respondem à essas perguntas, espero ansiosamente pelo Brasileirão, pela volta do Felipão e pela chegada do "El Magão". Porque esse ano é nosso! Avanti Palestra!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Quem realmente sou

E eu precisei que alguém me fizesse voltar no tempo pra perceber o quanto algumas pessoas gostam de mim. Eu precisei chorar muito, me inferiorizar muito pra admitir pra mim mesma que eu posso fazer o que eu quiser e que eu sou boa no que faço. Pra perceber que, apesar de ser como todos os outros, eu sou única. E mesmo que eu não signifique nada pra você, em algum lugar do mundo, um dia, vou significar para alguém.
Precisei passar por todo esse pessimismo pra desistir de tentar ser melhor em tudo e acabar decepcionando alguém. Acabar me decepcionando, por não conseguir. Eu preciso ser melhor que eu mesma. A cada dia aprender a melhorar. E aprender que hoje o tempo pode estar nublado e até com nuvens pretas, mas amanhã é um novo dia e mais cedo ou mais tarde o sol vai ter que aparecer.
E é tão estranho pra mim mesma pensar nessas coisas, é tão estranho abrir os olhos do nada e enxergar toda a claridade que eu estava perdendo enquanto me mantinha no escuro... Sei que vou me acostumar com a luz e com todas essas novidades, e a verdade é que, mesmo com toda essa mudança repentina, fazia tempo que eu não me sentia tão... eu!

sábado, 26 de junho de 2010

O melhor amigo do homem

" 'Uma pessoa pode aprender muito com um cão, mesmo com um cão como o nosso', escrevi. 'Marley me ensinou a viver cada dia com alegria e exuberância desenfreadas, aproveitar cada momento e seguir o que diz o coração. Ele me ensinou a apreciar coisas simples - um passeio pelo bosque, uma neve recém-caída, uma soneca sob o sol de inverno. E enquanto envelhecia e adoecia, ensinou-me a manter o otimismo diante da adversidade. Principalmente, ele me ensinou sobre a amizade e o altruísmo e, acima de tudo, sobre lealdade incondicional'.
(...) Seria possível que um cachorro - qualquer cachorro, mas principalmente um absolutamente incontrolável e maluco como o nosso - pudesse mostrar aos seres humanos o que realmente importava na vida? Eu acreditava que sim. Lealdadde. Coragem. Devoção. Simplicidade. Alegria. E também as coisas que não tinham importância. Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados,
sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não."

(
Marley & Eu - pág. 292)

Só bateu saudades das cachorras, saudades daquelas que me ensinaram o verdadeiro sentido de amizade. É só aquela saudade que quase passa todos os dias, mas não passa. Nunca. Sem mais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Preciso dizer que te amo

Às vezes, do nada, eu começo a reparar no quanto eu deixo a desejar na demonstração dos meus sentimentos. Quer dizer, eu nem sempre sou a pessoa mais carinhosa, mais simpática, mais paciente do mundo... Muitas vezes eu prefiro brigar, esbravejar, ironizar, debochar. Sinceramente, isso é muito mais fácil que dizer que gosta da pessoa.
Mas ai eu percebo que estou brincando com o tempo, achando que sempre vai ter um dia seguinte para eu dizer. E quando esse "dia seguinte" não chegar? Quando eu, ou a pessoa, não estivemos mais aqui? Eu ficaria pensando em todas as oportunidades que eu perdi, nos abraços que não dei, nos sorrisos que não abri, nas palavras que eu não disse. E aí, chorar seria a única solução, mas não ia adiantar.
E eu odeio ter um vocabulário tão limitado. Odeio não achar palavras suficientes pra expressar tudo que essas pessoas significam pra mim. Odeio repetir palavras. Odeio, com todas as minhas forças, que o "Eu te amo" tenha se tornado tão banalizado, a ponto de todo mundo dizer pra todo mundo. Da boca pra fora. O meu "eu te amo" já não é suficiente. Já não significa mais nada perto do que eu realmente sinto... O "Eu te amo" agora significa um simples "Eu gosto de você". E, poxa (!!!) Eu não gosto de vocês! Eu sinto mais que isso. Mas não sei o que sinto.
Então pronto, vai ser eu te amo mesmo. Eu te amo. Eu te amo muito. Eu te amo, mãe. Eu te amo, pai. Eu te amo, irmão. Eu te amo, amiga. Eu te amo, amigo. Eu te amo, mesmo que não pareça, mesmo que eu não demonstre. Eu te amo da forma mais piegas e clichê possível. E pra sempre. Mesmo que ele não exista.

"Cada minuto que passa pode ser tudo que me resta para viver, mas eu desperdiço o tempo como se ele fosse infinito."

terça-feira, 15 de junho de 2010

Só de 4 em 4 anos?

Acho tão engraçado esse patriotismo que aparece nos brasileiros de 4 em 4 anos. Parece que todos os problemas que existem desaparecem e a cidade ganha um colorido diferente. Verde e amarelo. Não importa onde. Na camiseta que as pessoas vestem, nos chãos e paredes, nos rostos pintados... O Brasil respira verde e amarelo. De 4 em 4 anos.
Não posso mentir, adoro futebol. E adoro Copa do Mundo também. Mas eu adoro o Brasil acima de tudo. E a minha torcida aparece em todos os lugares quando o assunto é Brasil. No vôlei, na natação, no futsal, no handebol, no basquete, no nado sincronizado, enfim... Tenho muito orgulho de dizer que sou brasileira, não sei por que, mas tenho. E fico irritadíssima quando vejo um brasileiro dizendo que vai torcer contra. Que prefere torcer pra Argentina, Itália, Inglaterra, Espanha ou qualquer outro país que não tenha descendência, e contra o Brasil.
Vou assistir aos jogos da Itália (porque adoro a Itália e questões de família), do Chile (por causa do Valdivia) e sei lá, se tiver que assistir outros jogos, eu vou assistir e vou torcer a favor desses times quando precisar, mas a minha torcida sempre vai ser do Brasil. Não me importo que o Dunga tenha levado o Grafite, ou o Felipe Melo e não tenha levado o Ganso e o Neymar (sinceramente, fiquei muito feliz por isso... não gosto deles)... Eles estão lá para representar o Brasil! O MEU país! E é pra ele que eu vou torcer, pro BRASIL! E não pro Robinho, pro Kaká ou pro Julio Batista.
E agora, voltando ao assunto dos “problemas desaparecerem” durante uma Copa do Mundo, isso é nítido nas noticias que aparecem na televisão. Parece que a alegria da África acabou com a fome de todos, né? Os problemas sociais, étnicos, raciais foram deixados de lado pra todos torcerem pelo mesmo time. Acho isso até legal, mas será que isso vai permanecer? Ou no dia seguinte que acabar a copa o negro vai passar pelo branco e nem vai olhar na cara dele? Será que essa alegria toda vai continuar matando a fome das crianças?
As imagens que eu tenho da África na minha mente são totalmente antagônicas. Uma é de pessoas doentes, desnutridas, pobres... A outra é de uma África com estádios de futebol de primeiro mundo. Qual vai prevalecer?
É muita gente hipócrita pra um lugar só! Só peço uma coisa, se você é do tipo que falou mal do Brasil a copa inteira, e no final o Brasil for campeão, não venha dizer que você é hexa, porque pra mim você não é brasileiro!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O ontem. O amanhã.

Ontem você chegou entrando sem bater, sem avisar que ia ficar. Simplesmente ficou. Não quis saber se tinha alguém querendo sua presença ali. Chegou. E ficou. Com palavras, pedidos, telefonemas. Encontros, desencontros. Conversas, piadas, sorrisos, risadas, fotos. E depois, novamente sem avisar, foi embora. Embora com tudo. Com as palavras, os pedidos, os telefonemas. Não havia mais desencontros, muito menos encontros. As conversas, as piadas, os sorrisos, as risadas, as fotos e todo o resto sumiram. Como se nunca tivesse existido. E agora passa como se fosse invisível. Como se fosse nada.
Ontem você era meu futuro. Amanhã é meu passado. Mas e hoje?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Manipulados

Deve ser muito chato viver no seu mundo. Nada te agrada, tudo é manipulável e manipulado. Você sempre diz que isso é tudo culpa do capitalismo, que estão visando sempre o lucro e não na qualidade. Mas eu te acho bem materialista, não?
Sinceramente, você vai ter que me desculpar, mas a minha cabeção não é de vento. Eu tenho consciência e personalidade o suficiente pra saber o que está me manipulando ou pra saber o que eu realmente gosto. A sua falta de confiança no ser humano me irrita!
A elite manipula tudo, e o povo aceita. E você é o único inteligente capaz de perceber toda a maldade do mundo, né? Todas as outras pessoas têm a mente fraca, MANIPULÁVEL... Eu discordo. Discordo da maioria das coisas que você diz. Agora eu me pergunto, isso é bom ou ruim? Porque se eu concordasse com você, eu estaria sendo manipulada pelo seu discurso perfeito (o que não vai acontecer) e estaria deixando de lado tudo o que eu acredito porque você disse que é errado. Mas se eu estou discordando é porque estou sendo manipulada por outros? Ah, tá!
Você insiste em dizer sobre a invasão de privacidade, mas os seus exemplos são tão equivocados... Acho que o seu problema é falta do que fazer, que tal procurar uma terapia e nos poupar dos seus discursos enfadonhos e paranóicos?!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Problemas...

Sinceramente, acho que o meu maior problema é não ter problemas... Problemas cotidianos até tudo bem, é uma coisa que todo mundo tem, mas nada de interessante acontece na minha vida. Absolutamente nada. Férias, feriados, finais de semana... Todos voltam com várias novidades, vários acontecimentos, e eu? Nada. Eu me sinto como a psicóloga, porque só escuto. Dou alguns conselhos também, mas não são bons. E eu mesma não sigo meus conselhos, então o que adianta? É mais ou menos aquilo: Faça o que eu digo, não o que eu faço. Ou talvez: Não faça o que eu digo, muito menos o que eu faço. Ou não faço.
Nada de novas amizades, nem de amores antigos. Até porque não existem amores antigos. Mas também amores futuros não aparecem... Acho que estão em um futuro longe. Acho que o que eu mais sinto falta é disso. De um amor. Estranho sentir falta de alguma coisa que eu nunca tive. Porque nunca tive um amor, no máximo, achava alguém interessante. Eu queria ter alguém pra pensar todos os dias, alguém pra conquistar, alguém pra abraçar... Amores platônicos de atores que moram do outro lado do mundo não me satisfazem mais. Quero alguém real. Alguém que eu possa tocar. Alguém que saiba que eu existo. Alguém que saiba lidar com o meu pessimismo exagerado e a minha bipolaridade. Que não se deixe levar pelos meus dramas e que ria das minhas piadas por piores que sejam.
É. Eu quero alguém do meu lado. Só. Será que é pedir muito?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Sorte de hoje

Hoje entrei no orkut e vi uma sorte de hoje diferente, e é exatamente o que estou vivendo:
"
O segredo da felicidade no trabalho reside em uma palavra: excelência. Faz bem aquele que gosta do que faz"

Eu estava pensando nisso esses dias. É incrível como nos empolgamos quando estamos fazendo uma coisa que gostamos de fazer. Eu pelo menos me empolgo.
Depois de mais de 1 ano longe do teatro, eu voltei. Voltei pra mergulhar de cabeça, pra me doar mesmo. Aprender tudo o que eu não aprendi. Aprender todas as técnicas, todas as expressões, todas as respirações... Tudo o que eu puder! Ir sem medo de errar, de parecer ridícula, de receber críticas. Uma hora eu ia ter que encarar. Poxa, é isso que eu gosto de fazer! Não posso abandonar a única coisa que me deixa feliz por ter medo de coisas bobas.
Na verdade, nunca tive medo de fazer teatro. Essa é uma das únicas coisas que eu realmente nunca tive medo, por incrível que pareça. Mas eu sempre levei o teatro como um hobby, uma coisa pra me distrair, pra me relaxar. Sempre funcionou muito bem. Mas de uns tempos pra cá eu venho reparando que isso é a única coisa que eu SEI fazer. E que eu GOSTO de fazer. Está escrito em todos os lugares, sabe? Posso ler 200 horóscopos que todos vão dizer que essa parte artística faz parte. E eu vou ignorar? Lógico que não!
Como eu queria que desse pra VIVER de teatro nesse Brasil. Acho que seria a melhor coisa que aconteceria, sério. Mas enquanto isso não acontece, vou fazer o possível e o impossível para que eu possa, pelo menos, fazer o meu teatrinho sem cobrança, sem medo de ser feliz. Enquanto o sucesso não bate à minha porta, vou aproveitando os meus momentos de anonimato. Quem sabe um dia eu não viro uma Fernanda Montenegro da vida?! ;)

terça-feira, 11 de maio de 2010

Meus erros...

Faz um tempo que eu venho percebendo os erros que eu tenho cometido. Percebi também os meus enormes defeitos, que precisam ser corrigidos. Um deles é o meu pessimismo exagerado. Eu tenho um pensamento tão negativo que até eu mesma me surpreendo. Engraçado que esse pessimismo só está presente no que é relacionado a mim. Quando uma amiga pensa em fazer alguma coisa, ou quer alguma coisa, eu sou uma das primeiras a dar o maior apoio. Se dependesse de mim tudo daria certo pra elas. E a maioria das vezes não depende. E as coisas que são pra mim eu sempre penso que não vai dar certo, e essas sim, dependem de mim. Mas eu não consigo entender por que é assim. E eu não consigo mudar também. Se eu pensasse positivo, não estaria sendo eu, estaria mentindo pra mim mesma.
Outro péssimo defeito e erro é a minha mania de me esconder, de fugir. Eu sinceramente não tenho a coragem de me jogar, de dar a cara pra bater e aguentar as consequências depois. Tenho medo de sofrer e me recuso a chorar por alguém. Eu sempre penso que aquela pessoa não estaria chorando por mim, então ela não merece minhas lágrimas. Orgulho. É, pode ser chamado de orgulho também.
Não espere que eu tome alguma atitude, porque eu não vou tomar. Eu não vou correr atrás. E nem vou facilitar. Muito pelo ao contrário, vou fazer de tudo, como sempre, pra fugir de qualquer sentimento que tenha a chance de crescer. Errado, eu sei. Mas e daí? Não vou conseguir mudar.
Já vi tanta gente chorando por pessoas que não se importavam. Por pessoas que nunca mereceram essas lágrimas. Não quero ser mais uma dessas. Eu não nasci pra sofrer por alguém que não me quer. E o maior problema de todos é que existe tanta gente mau caráter, tanta gente cafajeste, que quando aparece alguém que me diz a verdade, que faz elogios sinceros, eu não consigo acreditar. Não consigo porque eu estou acostumada a ver tanta gente mentindo e enganando, que é impossível saber quando me falam a verdade.
Eu não acredito nele. Eu não acredito em você. Eu não acredito em mim.
Sempre acho que sou muito menos do que dizem que eu sou.
E sim, eu sou muito menos do que dizem que eu sou.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Time sem vergonha, torcida com vergonha.

Tudo bem, eu sei que quarta-feira já passou, que a Copa do Brasil é passado e etc. Mas eu não sei por quê eu precisava estreiar esse blog falando do Palmeiras. Há alguma coisa entalada na minha garganta... Alguma coisa que eu não consigo engolir de jeito nenhum.
Ontem cheguei na escola e o primeiro professor a pisar na sala de aula era um flamenguista. Nem colocou as coisas em cima da mesa e já começou o seu discurso: "Porque o meu time fez o que deveria, ao contrário de outros timecos que não conseguem se manter em um campeonatinho."
A carapuça serviu certinho. De quem mais ele poderia estar falando? Lógico, ainda tinha os vascaínos e tricolores, mas eu sentia que era pra mim. Alguns botafoguenses tomaram as dores e foram protestar, mas o professor fez pouco caso: "E eu nem estou falando do Botafogo. O time de vocês não está em nenhum campeonato." E eu fiquei com raiva... Não do professor, mas do jogo do dia anterior. Toda a raiva que eu tinha esquecido durante a noite, voltou.
Nunca fui uma pessoa que usa desculpas esfarrapadas pra justificar uma derrota, do tipo, "o jogo foi roubado", a não ser que o jogo realmente tenha sido MUITO roubado (o que anda acontecendo muito ultimamente). Mas nesta quarta não foi. Eu não assisti o jogo, confesso. Eu fico nervosa, começo a arrancar as minhas unhas e pular no sofá. Preferi poupar o meu coração ouvindo o jogo da sala e acompanhando pelo twitter. Meu pai disse que eles jogaram mal. Meu irmão também. Enfim.
Hoje o meu querido professor de matemática E flamenguista (errado duas vezes! Flamenguista e matemático) veio me perguntar com aquele sorrisinho cínico no rosto: "Palmeirense, qual foi a sua maior satisfação na quarta feira? Ver seu time perder pro Atlético-GO ou ver o Corinthians ser eliminado da Libertadores?" Alguém ainda quer saber o que eu respondi? Alguém, por favor, me diga a satisfação que eu tenho vendo meu time perder NOS PÊNALTIS pro poderoso Atlético-GO? Eu ainda estou tentando descobrir.
Mas eu também me pergunto... de quem é a culpa? Do Zago que é inexperiente? Do DS7 que não corre? Da diretoria que não contrata? Eu não sei, mas quero saber. A torcida quer saber! A torcida precisa saber. Precisamos de resultados, não de promessas.
Só tenho uma certeza, que a humilhação não foi maior por causa de uma pessoa chamada São Marcos, vulgo Marcos Roberto Silveira Reis. O cara!